FCM Travel lança reserva conversacional com IA integrada ao FCM Booking
Recurso permite reservar em linguagem natural via Teams e Slack, com extensão para ChatGPT, Claude e Gemini via MCP.

A FCM Travel anunciou na GBTA Conference, em Chicago, um recurso de reserva conversacional baseado em IA integrado ao FCM Booking, sua plataforma proprietária. O viajante descreve a necessidade em linguagem natural e recebe opções já filtradas por política corporativa, perfil, histórico de viagens, status de fidelidade e rotas preferidas, o que, segundo a empresa, reduz significativamente o tempo de reserva.
O que você precisa saber
Viabilizado pela camada de inteligência Sam, que constrói perfis de viajantes em tempo real a cada interação
Disponível primeiro no Microsoft Teams e no Slack, com extensão via MCP (Model Context Protocol) para ChatGPT, Claude e Gemini
Cada recomendação exibe o raciocínio por trás da sugestão: aderência à política, roteiro habitual e programa de fidelidade
O motor da reserva conversacional é o Sam, camada de inteligência já existente na plataforma da FCM. A cada interação, o sistema sintetiza dados de política corporativa, histórico de viagens, programas de fidelidade e rotas habituais para enriquecer o perfil do viajante em tempo real.
O diferencial destacado pela empresa é a transparência: cada sugestão vem acompanhada da justificativa que a embasou. Segundo a FCM, essa visibilidade reduz a insegurança do viajante no momento da reserva e tende a elevar a taxa de adoção.
Reserva onde o viajante já está
Em vez de exigir acesso a um aplicativo separado, a FCM optou por levar a reserva aos ambientes que o viajante corporativo já usa no dia a dia. A primeira onda cobre Teams e Slack. A extensão para assistentes de IA generativa (ChatGPT, Claude e Gemini) será viabilizada pelo MCP, protocolo que permite que capacidades de reserva sejam consumidas diretamente pelas ferramentas de IA.
Para travel buyers, a integração representa potencial de elevar as reservas dentro do programa corporativo e melhorar a captura de dados sem exigir mudança de comportamento dos viajantes.
A mesma inteligência alimenta o módulo de relatórios e análises proativas do FCM Booking. A plataforma passa a sinalizar gastos, conformidade com políticas e riscos de interrupção de viagem à medida que surgem, e não apenas em relatórios posteriores. Segundo a empresa, o gestor de viagens deixa de operar de forma reativa e passa a decidir com dados estruturados e mais agilidade.
Tecnologia como suporte ao consultor, não substituto
A FCM reforça que o desenvolvimento foi concebido para complementar o julgamento dos consultores humanos, automatizando o trabalho rotineiro de reserva para liberar o time para situações de maior complexidade, como interrupções de voos, reemissões e duty of care.
"Não construímos o ecossistema tecnológico da FCM para substituir o julgamento dos nossos consultores. Nós o construímos para tirar o trabalho rotineiro do caminho deles", disse John Morhous, Chief Experience Officer da FCM Travel. "Os viajantes obtêm velocidade da tecnologia e expertise dos nossos consultores. Eles não deveriam precisar escolher entre os dois."
"Não vejo um mundo em que tudo vá numa direção só"
Durante a GBTA Convention, o Travel Tech Hub questionou Morhous diretamente: ao entregar a experiência de reserva via MCP e plataformas de terceiros, a FCM não estaria fragmentando a própria camada de UX de booking? E como isso orienta os investimentos de produto e IA nos próximos dez a doze meses?
"Preocupação não seria a palavra que eu usaria", respondeu o executivo. Segundo ele, o setor viveu anos em que superar 50%, e depois 70%, de adoção online era a métrica-chave. "Esses mundos estão começando a se misturar e se dissipar. O que nos importa agora é entregar experiências realmente fluidas de ponta a ponta. Da nossa perspectiva, não importa por qual canal você chega: um chat no Teams, uma ligação, uma ferramenta online ou um MCP."
Morhous fez a ressalva de que a FCM prefere que o viajante use as ferramentas proprietárias, por serem o ambiente que a empresa controla e onde acredita entregar a melhor experiência, mas afirmou que a companhia suporta os dois caminhos.
Ele também descartou o desaparecimento das OBTs. Há etapas da busca de viagem que dependem de reconhecimento visual, exemplificou: procurar hotel no centro de Chicago em um mapa cheio de pontos é uma tarefa em que a interface visual segue insubstituível. "Não vejo um mundo em que tudo vá numa direção ou na outra. Vejo um mundo em que eles começam a convergir. E, por isso, ser dono dessa camada de experiência dos dois lados se torna a chave para resolver o futuro da viagem."



