Agências de viagens e hotéis ainda estão atrasados na adoção da IA agentiva, mostra estudo
Um novo relatório da McKinsey em parceria com a Skift, intitulado Remapping Travel with Agentic AI (Redesenhando as viagens com
Um novo relatório da McKinsey em parceria com a Skift, intitulado Remapping Travel with Agentic AI (Redesenhando as viagens com IA agentiva), traz uma análise profunda sobre o papel da inteligência artificial agentiva (Agentic AI) no setor de viagens e hospitalidade. O estudo se baseia em pesquisas com 1.002 viajantes e 86 executivos do setor, apontando como essa tecnologia pode liberar todo o potencial da IA para transformar a forma como viajamos e como as empresas operam.
A McKinsey destaca que a indústria de viagens sempre esteve exposta a transformações tecnológicas – da digitalização de reservas à popularização de aplicativos móveis. Agora, o surgimento da Agentic AI, considerada uma evolução da IA generativa, representa um novo marco. Enquanto a gen AI funciona principalmente como conselheira, oferecendo sugestões e recomendações, a agentiva pode tomar decisões autônomas, executar tarefas complexas, resolver problemas e agir com mínima supervisão humana.
Crescimento da IA no setor de viagens
Segundo o levantamento, a adoção da IA vem crescendo rapidamente. Em 2022, apenas 4% das maiores empresas de viagens do mundo mencionavam a tecnologia em seus relatórios anuais; em 2024, esse número saltou para 35%. O interesse do mercado também é evidente: em 2023, apenas 10% dos investimentos de capital de risco em startups de turismo iam para soluções com IA; em 2025, essa fatia já chega a 45%.
Entre os executivos consultados, 59% afirmaram que a IA aumentou a produtividade dos funcionários, enquanto 36% notaram ganhos de qualidade nos serviços e 33% destacaram melhorias na personalização da experiência do cliente. Mais da metade relatou crescimento anual de mais de 6% em receita e economia de custos após a adoção da tecnologia.


