Tendências de Tecnologia para Viagens em 2025 — O que virou realidade, o que ficou na tese
No início de 2025, publicamos uma lista de tendências com o objetivo de provocar reflexões estratégicas e orientar hipóteses sobre

No início de 2025, publicamos uma lista de tendências com o objetivo de provocar reflexões estratégicas e orientar hipóteses sobre tecnologia, produto e gestão no setor de viagens. Leia o artigo original, “Tendências de Tecnologia para Viagens em 2025”, aqui.
Agora, em um exercício consciente de revisão, sem cobrança, revisitamos o que consideramos tendência e confrontamos com o que, de fato, virou realidade ao longo do ano, o que permaneceu como tese conceitual e o que se revelou mais desejo do que transformação concreta.
Este é um balanço objetivo do ano. Na próxima semana, publicaremos o artigo de Tendências para 2026, já incorporando essas lições.
Inteligência artificial deixa o hype e vai para operações
O que consideramos tendência:
A expectativa era clara: a IA começaria a migrar do discurso para a operação. O movimento aconteceu, mas em um ritmo mais lento do que o potencial da tecnologia permitiria. Houve implementação, mas ainda com baixa pressão por resultados palpáveis no curto prazo.
Balanço 2025:
A IA entrou na operação de forma incremental. Vimos avanços em atendimento, suporte, apoio à decisão e produtividade interna, porém com escopo limitado. A maior parte das empresas optou por ganhos marginais e controle de risco, não por transformações estruturais.
A tecnologia estava pronta. O que faltou foi ambição organizacional combinada com clareza de ROI imediato para acelerar decisões.
Interoperabilidade entre sistemas: uma pauta necessária
O que consideramos tendência:
A interoperabilidade aparecia como tema recorrente, mas já havia sinais de que pouco avançaria. Poucas discussões abertas ao mercado e baixo incentivo para mudanças estruturais.
Balanço 2025:
A interoperabilidade seguiu sendo reconhecida como problema, mas raramente tratada como prioridade estratégica. Os avanços foram pontuais, normalmente motivados por demandas específicas, e não por uma visão de ecossistema.
Na prática, não se consolidou como tendência executada em 2025. Permaneceu como um gargalo estrutural aceito e, em alguns casos, conveniente para quem controla dados e fluxos.
Adoção de ferramentas no-code e low-code
O que consideramos tendência:
Aqui a leitura era evidente: a adoção aconteceria. A questão não era “se”, mas “como” essas ferramentas se integrariam ao stack tecnológico, superando preconceitos entre no-code, vibe coding e hard coding.
Balanço 2025:
Essa previsão se confirmou. Ferramentas no-code e low-code passaram a fazer parte das rotinas de áreas de negócio, produto e inovação. Não substituíram engenharia, mas reduziram dependência, aceleraram testes e ampliaram a capacidade de experimentação. Valuations recorde para um novo negócio.
O debate deixou de ser ideológico e passou a ser prático: como integrar, governar e escalar essas soluções dentro de arquiteturas mais amplas.
Assistentes de IA potencializando equipes de desenvolvimento
O que consideramos tendência:
A expectativa era de ganhos claros de eficiência, ainda que sem a revolução prometida nos discursos mais entusiasmados.
Balanço 2025:
Os assistentes entregaram exatamente isso: produtividade incremental, menos fricção e aceleração de etapas que antes travavam times. Não houve ruptura, mas houve ganho consistente de eficiência.
O valor esteve menos na automação total e mais na redução de atrito, algo crítico em ambientes de desenvolvimento pressionados por prazos e escassez de talentos.
Automação: eficiência como resposta a margens apertadas



