O que significa ser ‘AI-native’ no turismo, e por que nem todas as empresas conseguem chegar lá
“AI-native” ganha força como conceito no turismo, mas ainda carece de definição clara. Empresas como Sabre, Airbnb e Riyadh Air adotam o termo em suas estratégias; especialistas apontam que o conceito ainda é mais discurso de marketing do que prática consolidada. Infraestrutura de dados e mudanças profundas nos sistemas são essenciais para se tornar “AI-native”. Startups saem na frente, mas empresas tradicionais ainda têm vantagem competitiva

Com a inteligência artificial no centro das estratégias do setor, o termo “AI-native” se tornou uma das principais tendências no ecossistema de tecnologia de viagens. No entanto, especialistas alertam que o conceito ainda é amplamente interpretado e, muitas vezes, usado mais como marketing do que como realidade operacional.
Empresas como Sabre, Airbnb e Riyadh Air já utilizam o termo para descrever iniciativas recentes. Enquanto a Sabre promove uma reformulação completa de sua infraestrutura tecnológica, o Airbnb aposta em experiências baseadas em IA, e a Riyadh Air se posiciona como uma companhia aérea construída desde o início com foco em inteligência artificial.
Apesar disso, o mercado ainda busca uma definição clara.“Isso me lembra a primeira era das empresas ponto com, quando todos achavam que ser uma empresa de ‘internet’ significava apenas ter ‘.com’ no final do nome”, disse Cara Whitehill, venture partner da Thayer Investment Partners,em entrevista ao Phocus Wire.
O que define uma empresa AI-native
Para especialistas, ser AI-native vai muito além de incorporar ferramentas como chatbots. Trata-se de reconstruir processos, sistemas e operações com base em inteligência artificial desde o início.
Mike Coletta, da Phocuswright, define empresas AI-native como aquelas “projetadas desde o início com uso de IA para tudo, desde o desenvolvimento de tecnologia até marketing, atendimento ao cliente e automação de processos de negócio”.
Ainda assim, transformar esse conceito em prática exige investimentos e decisões estratégicas complexas.
“É preciso uma liderança genuína e ousada para tomar decisões difíceis, fazer sacrifícios e investir agora para colher benefícios no futuro”, afirmou Coletta.
Dados da própria Phocuswright mostram um descompasso: embora 28% dos executivos considerem a IA generativa prioridade, apenas 13% destinam uma parcela significativa do orçamento para sua implementação, o que levanta preocupações sobre a real adoção da tecnologia.
Empresas tradicionais vs. startups
A jornada para se tornar AI-native varia conforme o estágio da empresa. Companhias tradicionais, como a Sabre, enfrentam o desafio de modernizar sistemas legados. A empresa afirmou recentemente que sua transformação tecnológica “libertou” suas operações, permitindo inovação mais ágil.
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