Algoritmização de pensamentos e mais desafios da IA no turismo, segundo neurocientista
Álvaro Machado Dias debateu o tema em palestra no Fórum Panrotas Nesta terça-feira (11), o neurocientista e futurista Álvaro Machado

Álvaro Machado Dias debateu o tema em palestra no Fórum Panrotas
Nesta terça-feira (11), o neurocientista e futurista Álvaro Machado Dias subiu ao palco do Fórum Panrotas, realizado no WTC Events, em São Paulo, para discutir o impacto da inteligência artificial (IA) na inovação e no futuro do turismo. Com uma abordagem provocativa e cheia de reflexões, Dias explicou como a IA está evoluindo e como isso pode afetar o setor.
Dias ressaltou que a história da inteligência artificial remonta à década de 1940, mas que um grande salto ocorreu em 2017 com a publicação do artigo “Attention is All You Need”, do Google DeepMind. Esse trabalho introduziu a tecnologia dos Transformers, base dos modelos generativos como o ChatGPT, o Gemini e outros.
“Esses modelos de linguagem do tipo chatGPT regurgitam as coisas. E assim que eles funcionam. E o que acontece? Qual é a consequência disso? Apesar dele ter toda essa estrutura sofisticada, de vetorização e etc, no fundo, no fundo, ele parece pensar, mas não pensa”, provoca o palestrante, referindo-se aos modelos de linguagem como parte do “paleolítico da IA”.
O neurocientista destacou a evolução para os chamados “modelos de raciocínio“, que vão além da simples geração de texto e criam uma estrutura mais elaborada de decisão. Ele citou como exemplo um assistente de viagem capaz de estruturar um planejamento de 20 dias pela Itália. Ele explica que o modelo tradicional apenas encadeia palavras. Já um sistema mais avançado cria uma árvore de decisões e monta um planejamento mais assertivo.
Mas a grande revolução da IA, segundo Dias, virá quando ela não apenas gerar conteúdo, mas agir no mundo real. “Imagina que você queira encontrar e alugar um imóvel em Nova York. Em vez de apenas sugerir opções, a IA buscará dados, preencherá documentos e deixará o contrato pré-assinado para sua aprovação. Isso já está acontecendo”, afirmou, citando o agente autônomo chinês Manus como exemplo.
IA no turismo
No setor de turismo, esse tipo de IA poderá revolucionar a experiência dos viajantes. Você pode pedir para a IA buscar o melhor momento para comprar passagens, armazenar históricos de preços, analisar tendências e até realizar a compra automaticamente, tudo de forma integrada ao seu celular e cartão de crédito, exemplificou o neurocientista.




