OpenAI recua em reservas diretas no ChatGPT e ações de OTAs como Expedia e Booking disparam
A OpenAI decidiu reduzir seus planos de transformar o ChatGPT em uma plataforma completa para reservas de viagens. Em vez

- A OpenAI decidiu reduzir os planos de integrar reservas de viagens diretamente no ChatGPT.
- Usuários utilizam a IA para pesquisar e planejar viagens, mas raramente finalizam a compra dentro do chatbot.
- Nova estratégia passa a direcionar as transações para aplicativos de terceiros, como as OTAs.
- Após a notícia, as ações de Expedia, Booking Holdings e Tripadvisor registraram forte valorização.
A OpenAI decidiu reduzir seus planos de transformar o ChatGPT em uma plataforma completa para reservas de viagens. Em vez de permitir que usuários finalizem compras diretamente dentro do chatbot, a empresa passou a priorizar o redirecionamento das transações para aplicativos de terceiros.
A mudança estratégica teve impacto imediato no mercado financeiro. No dia 5 de março, ações de grandes agências de viagens online registraram forte valorização, refletindo o alívio de investidores que temiam que ferramentas de IA generativa pudessem eliminar intermediários do setor de turismo.
Segundo reportagem do site The Information, a OpenAI percebeu que os usuários utilizam o chatbot principalmente para pesquisar e planejar viagens, mas raramente concluem a compra ali mesmo. Com isso, a empresa optou por reduzir a integração de checkout direto.
Após a divulgação da decisão, ações de grandes plataformas do setor registraram alta expressiva. As ações da Expedia subiram mais de 12%, enquanto a Booking Holdings avançou cerca de 8%. Já a Tripadvisor teve valorização de aproximadamente 5%.
Para analistas da TD Cowen, o movimento representa uma reavaliação importante sobre o papel da inteligência artificial no ecossistema digital. Os especialistas classificaram a decisão da OpenAI como uma “admissão surpreendente” de que a ideia de plataformas de IA substituírem aplicativos como um “novo sistema operacional” pode não ocorrer, ou pelo menos não no curto prazo.


