IA, biometria e personalização: Phocuswright divulga previsões sobre viagens em 2026
Com a chegada de 2026, analistas da Phocuswright divulgaram suas previsões para o setor de viagens, indicando um ano marcado
Com a chegada de 2026, analistas da Phocuswright divulgaram suas previsões para o setor de viagens, indicando um ano marcado pelo avanço de inteligência artificial agentiva, biometria, identidade digital, blockchain, novos modelos de precificação e uma busca cada vez maior por experiências personalizadas.
De acordo com os especialistas, a tecnologia deixará de ser apenas um suporte operacional para se tornar parte central da jornada do viajante, impactando desde o planejamento e a reserva até a experiência no destino.
Inteligência artificial avança, mas reforça o fator humano
Para Fabián González, analista de mercado da Phocuswright na Espanha, a presença crescente da IA no turismo não eliminará o papel humano — pelo contrário.
“A integração inexorável da IA em todas as etapas da viagem irá, paradoxalmente, aguçar o foco no que realmente importa — o elemento humano. Da inspiração à reserva e ao longo de toda a experiência, a IA vai amplificar, e não substituir, o valor da conexão humana, que nunca deveria ter sido negligenciado.”
O analista também destaca o avanço da biometria aplicada diretamente à experiência de viagem, indo além do uso em smartphones e pagamentos digitais.
“O próximo passo é usar a biometria para elevar a própria jornada do viajante, desde o controle de passaportes nos aeroportos até o check-in em hotéis. Os viajantes estarão dispostos a utilizar seus dados biométricos se, além de garantir anonimato e rastreabilidade, isso resultar em uma experiência visivelmente mais fluida e integrada.”
Oriente Médio lidera adoção de tecnologias no turismo
No Oriente Médio, a transformação digital já está em estágio avançado. Segundo Shadi Kaddoura, analista sênior da Phocuswright na região, 60% dos viajantes dos Emirados Árabes Unidos confiam na IA para planejar todos os aspectos de uma viagem, percentual superior ao observado em outros mercados.
A região aposta em IA generativa, biometria sem fricção em aeroportos — como o corredor “Unlimited Smart Travel”, em Dubai — e até tokenização via blockchain, com programas de recompensas baseados em ativos digitais.
“O Oriente Médio vai se consolidar ainda mais como um polo de turismo ultraluxuoso e orientado por experiências.”
IA agentiva deve redefinir planejamento e reservas
Para Norm Rose, ex-analista sênior de tecnologia e mercados corporativos da Phocuswright, a IA agentiva terá um impacto estrutural no setor.
“A era agentiva será tão significativa quanto a mudança provocada pela própria internet.”
Segundo ele, comandos de voz ou simples registros em agendas digitais poderão iniciar processos completos de busca e reserva de viagens, mas o setor ainda precisa enfrentar desafios relacionados à governança de dados e à integração entre sistemas.
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