Como a experiência real de viajantes está sendo usada para humanizar assistentes de viagem
A evolução da inteligência artificial no turismo está entrando em uma nova fase e agora depende diretamente da experiência humana.

- Vetto AI conecta especialistas a projetos globais de treinamento de inteligência artificial
- Modelos de viagem estão sendo treinados para atuar como guias mais humanos e personalizados
- Projetos incluem planejamento, recomendação e assistentes conversacionais de turismo
- Remuneração pode chegar a R$ 300 por hora
A evolução da inteligência artificial no turismo está entrando em uma nova fase e agora depende diretamente da experiência humana. Com o esgotamento de dados públicos para gerar material para a IA, a proposta da startup Vetto AI é justamente conectar especialistas e profissionais de diferentes áreas a projetos globais de treinamento de modelos, incluindo sistemas voltados ao planejamento e recomendação de viagens.
Em entrevista ao Travel Tech Hub, Roberta Antunes, cofundadora da startup, explicou como funciona o processo e por que a participação humana se tornou essencial para o desenvolvimento de tecnologias mais contextualizadas e úteis para viajantes.
A Vetto AI trabalha com grandes laboratórios de inteligência artificial e conecta pesquisadores e especialistas da América Latina a projetos globais de IA.
Segundo Antunes, o desenvolvimento de modelos de inteligência artificial passa por duas etapas principais: o pre-training, realizado com grandes volumes de dados públicos, e o post-training, que envolve interação direta com pessoas para refinamento das respostas e comportamentos dos sistemas.
“Os modelos de IA são treinados a partir de dados e passam por duas etapas: o pre-training e o post-training. O pre-training é feito com informações públicas — dados da internet, livros, áudios e conteúdos diversos disponíveis no mundo. Esses dados já foram amplamente utilizados; os modelos já foram treinados com grande parte da internet pública.”
“Agora, o que acontece é um refinamento por meio do post-training, que nada mais é do que interação humana. São pessoas que alimentam os modelos com avaliações sobre como eles deveriam funcionar, se uma resposta está boa ou ruim e como abordar determinadas situações.”
A executiva explica que o papel da Vetto é conectar esses dois mundos, unindo a expertise de viajantes reais com a captação dos grandes laboratórios de tecnologia.
“Vemos uma oportunidade muito grande no Brasil e na América Latina, mas atuamos globalmente. Temos os annotators, que são as pessoas responsáveis por fornecer informações e feedbacks para os modelos”, explicou.
IA quer evoluir para se tornar guia de viagem mais humano
Entre os projetos desenvolvidos pela empresa, o turismo ganhou destaque pela complexidade das decisões e pela necessidade de contexto humano. O objetivo é tornar assistentes digitais capazes de compreender perfis, necessidades e situações reais durante o planejamento de uma viagem.
“Temos projetos em diversas áreas: finanças, saúde, educação, turismo, entre outras. No caso específico do turismo, os modelos estão tentando evoluir para se tornarem melhores guias de viagem. Quando alguém está planejando uma viagem, como o sistema pode oferecer um atendimento mais eficiente e humano?”
Para isso, os modelos são treinados com base em experiências reais de viajantes e profissionais do setor.
“Trazemos especialistas que entendem de viagens, personas e contextos reais. O objetivo é humanizar o processo, trazendo situações reais e avaliando a performance do modelo — como um agente de viagens pensaria, que perguntas faria, o que observaria mesmo que o usuário não tenha mencionado diretamente”, explica a co-founder da Vetto AI.
Como os especialistas participam do treinamento dos modelos
A atuação dos colaboradores varia conforme o projeto, que vai desde análise de desempenho até a criação de cenários e sugestões de melhorias.
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Respostas com base no arquivo de matérias do TTH, geradas pelo Claude.

