Turismo regenerativo: startup em Porto de Galinhas usa tecnologia 3D para restaurar corais
No coração do litoral pernambucano, uma iniciativa pioneira está mostrando que é possível viajar e, ao mesmo tempo, regenerar a

No coração do litoral pernambucano, uma iniciativa pioneira está mostrando que é possível viajar e, ao mesmo tempo, regenerar a natureza. Fundada oficialmente em 2022, a Biofábrica de Corais, sediada em Porto de Galinhas, é a primeira startup brasileira a unir biotecnologia à recuperação de recifes de coral, promovendo turismo regenerativo, que vai além da sustentabilidade: busca devolver à natureza mais do que se retira, envolvendo os turistas diretamente na recuperação dos ecossistemas.
A ideia surgiu em 2017, dentro de uma pesquisa de doutorado da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), com o propósito de integrar ciência, saberes tradicionais e educação ambiental na restauração de ecossistemas marinhos. Hoje, a startup já atua em três bases: Porto de Galinhas, Tamandaré e Maragogi, e vem ganhando projeção nacional com um modelo que une conservação e experiência transformadora para os turistas.
“O turismo regenerativo vai além da sustentabilidade. Nosso foco é envolver os visitantes diretamente na recuperação dos recifes, criando conexões reais com o ambiente marinho”, explica Rudã Fernandes, CEO da Biofábrica de Corais, em entrevista ao Travel Tech Hub.
Tecnologia 3D a serviço do oceano
A Biofábrica utiliza dispositivos impressos em 3D, uma tecnologia inovadora que facilita o manejo de corais. Esses suportes possibilitam uma fixação eficiente e favorecem o crescimento dos corais, contribuindo para a regeneração dos recifes.
“As atividades são conduzidas por equipe capacitada, com base em conhecimentos científicos e saberes locais”.
Além disso, os desafios são grandes. O branqueamento dos corais, provocado pelo aumento da temperatura dos oceanos, e a sedimentação marinha são obstáculos constantes. “Esses fatores impactam negativamente os recifes e dificultam os esforços de regeneração, exigindo constante adaptação tecnológica e ações integradas de conservação”, afirma Fernandes.




