Brasil quer se tornar polo global de nômades digitais com apoio da NomadX
A transformação do Brasil em um dos principais destinos para nômades digitais no mundo é o objetivo de uma parceria
A transformação do Brasil em um dos principais destinos para nômades digitais no mundo é o objetivo de uma parceria firmada entre a NomadX, startup portuguesa referência em nomadismo digital, e a Embratur. A iniciativa, que já ajudou a reposicionar destinos como a Ilha da Madeira (Portugal) e Pipa (RN), mira agora estruturar comunidades nômades por todo o território brasileiro, com foco em conectividade, empreendedorismo local e impacto social.
“A parceria com a Embratur vem na sequência do trabalho que fizemos em Pipa e, mais recentemente, com o Rio de Janeiro. Agora, queremos espalhar os nômades por todo o país”, conta Gonçalo Hall, CEO da NomadX, em entrevista exclusiva.
A aliança do Brasil com a NomadX também reitera a estratégia do governo brasileiro para fomentar o turismo de base tecnológica e aproveitar o potencial crescente desse público, que já ultrapassa os 40 milhões de profissionais ao redor do mundo.
“A Embratur foca em inovação e em tecnologia para trazer mais estrangeiros ao nosso país e melhorar a experiência de quem vem nos visitar. É importante mostrarmos ao mundo que o Brasil possui infraestrutura e serviços que atendem à necessidade desse perfil específico de turista e, ainda, que eles possam usufruir da riqueza natural e cultural de uma forma que só o nosso país consegue oferecer”, afirmou Marcelo Freixo, presidente da Embratur, em abril deste ano.
Mais do que atrair viajantes, o projeto quer consolidar comunidades que ofereçam infraestrutura, integração e acolhimento. Hall destaca que nômades digitais viajam “entre comunidades, não apenas entre destinos turísticos”, e que esse público — em sua maioria oriundo da Europa e dos EUA — costuma permanecer em média dois meses em cada local.
A ideia é fomentar ecossistemas locais com coworkings, colivings, experiências culturais e parcerias com empreendedores locais. “Nosso plano é lançar 10 novas comunidades até 2030, para além do Rio, Pipa e Florianópolis, que já se destacam. Queremos desenvolver destinos organizados e com impacto positivo”, afirma Hall.
Desafios do Brasil: infraestrutura e percepção
Apesar do potencial, o Brasil ainda precisa superar alguns gargalos. O principal, segundo Hall, é a falta de infraestrutura básica em locais promissores. “Itacaré, por exemplo, é lindíssimo, mas ainda tem instabilidade na eletricidade e na internet. O nômade precisa estar conectado o tempo todo.”




