Onfly movimenta R$ 940 milhões em viagens corporativas no primeiro semestre de 2026
A Onfly registrou GMV de R$ 940 mi no 1º semestre de 2026, alta de 61% ante 2025, e atingiu 2.500 empresas ativas — saiba o que impulsionou o crescimento.

A Onfly, plataforma brasileira de gestão de viagens e despesas corporativas, movimentou R$ 940 milhões em volume bruto transacionado (GMV) no primeiro semestre de 2026, crescimento de 61% em relação aos R$ 584 milhões registrados no mesmo período de 2025.
O resultado inclui reservas de passagens aéreas e rodoviárias, hotéis e aluguel de veículos. Em junho, a empresa atingiu a marca de 2.500 empresas ativas na plataforma.
A operação no México expandiu 208% em 12 meses, passando de 26 para 80 empresas ativas, com volume transacionado de 89,9 milhões de pesos mexicanos. A empresa possui base total de mais de 3.500 clientes, superior às 2.500 empresas que registraram transações em junho.
O volume de R$ 940 milhões representa o GMV da Onfly e não o faturamento da companhia. No semestre, a travel tech fechou 1.136 novos contratos corporativos, consolidando uma base que, em termos totais, ultrapassa 3.500 clientes — número que inclui contratos sem necessariamente haver transações registradas no mês de referência.
"Chegar a quase R$ 1 bilhão em negócios em apenas um semestre, e com uma base tão ativa, é um marco para a companhia", afirmou Marcelo Linhares, CEO da Onfly. Segundo o executivo, o crescimento está associado à demanda das empresas por maior controle sobre despesas, automação de processos e cumprimento de políticas internas de viagens.
Plataforma integra reservas, controle de despesas e automação de reembolsos
A Onfly reúne em uma única plataforma a contratação de voos, hospedagens, passagens rodoviárias e aluguel de veículos, além de módulos para controle de despesas corporativas, prestação de contas e reembolsos. O posicionamento da empresa é substituir fluxos baseados em planilhas, trocas de mensagens e aprovações manuais por processos automatizados.
Entre os recursos disponíveis está o spend control, ferramenta que permite definir limites e regras de utilização para cartões corporativos conforme o perfil de cada funcionário ou tipo de viagem. A companhia afirma continuar investindo em soluções baseadas em inteligência artificial, mas não divulgou o valor destinado ao desenvolvimento de novos produtos em 2026.
Em 2024, a Onfly criou a Onfly Corporate, unidade de negócios voltada ao atendimento de grandes empresas, ampliando o escopo de atuação além do segmento de médias corporações.
Expansão no México cresce 208% e atinge 80 empresas ativas
A operação internacional da Onfly no México registrou avanço expressivo no primeiro semestre de 2026. A base de empresas ativas no país passou de 26 em 2025 para 80 em 2026, expansão de aproximadamente 208% em 12 meses. O volume transacionado na operação mexicana chegou a 89,9 milhões de pesos mexicanos, o que a empresa estima equivaler a cerca de R$ 26 milhões conforme a cotação utilizada no levantamento.
"O México tem se mostrado um território receptivo à nossa proposta de valor. Estamos exportando tecnologia brasileira para o mercado de viagens corporativas da América Latina", declarou Linhares. A Onfly não informou o faturamento obtido no país, o número de funcionários da operação mexicana nem as metas para eventuais novos mercados na região.
Histórico de captações: R$ 240 milhões em Série B liderada pela Tidemark
Fundada em Belo Horizonte (MG), a Onfly recebeu um aporte de R$ 80 milhões em 2023, em rodada liderada pela Left Lane Capital e pela Cloud9 Capital. Em abril de 2025, a empresa anunciou uma rodada Série B de R$ 240 milhões, liderada pela Tidemark, fundo de venture capital sediado no Vale do Silício, nos Estados Unidos.
O que o crescimento da Onfly significa para o mercado de travel tech brasileiro
O desempenho da Onfly no primeiro semestre de 2026 reforça a consolidação do segmento de corporate travel management no Brasil como vetor de crescimento para plataformas que combinam reservas e gestão financeira em uma única solução.
A demanda por automação de políticas de viagem e controle de gastos empresariais, apontada pelo CEO como principal motor do crescimento, é uma tendência que pressiona OTAs e sistemas legados de gestão de despesas a evoluírem suas ofertas.



