CEO da Decolar defende cultura de experimentação e uso estratégico de IA no TTH Day 2026
CEO da Decolar, Rafaela Rezende, destaca no TTH Day 2026 como IA e experimentação estão transformando a inovação no Turismo.

Rafaela Rezende, CEO da Decolar no Brasil, abriu a programação do Travel Tech Hub Day 2026, nesta segunda-feira (24), no Tivoli Mofarrej, em São Paulo, falando sobre inovação, inteligência artificial e a transformação da cultura de uma das maiores empresas de viagens da América Latina.
Em conversa com Alexandre Cordeiro, fundador do Travel Tech Hub, a executiva compartilhou aprendizados de sua passagem por empresas de tecnologia e marketplaces e explicou como a Decolar vem adotando uma estratégia baseada em experimentação rápida para desenvolver novos produtos e soluções.
Segundo Rafaela, a companhia passou a trabalhar com pequenos times autônomos, chamados internamente de “jet skis”, que testam diferentes hipóteses. A ideia é experimentar rapidamente, aprender com os resultados e escalar apenas aquilo que demonstra potencial.
“O que tento trabalhar é a mentalidade de não acertar todo dia 10 de 10. É tentar mil para acertar 100. Testar novas hipóteses, testar rápido, aprender, documentar e escalar só o que tiver dado certo. Não temos pretensão de acertar os 20 jet skis, mas, se acertar dois, descobrimos algo muito importante”, afirmou.
IA como ferramenta para ganhar tempo
Rafaela citou a evolução da Sofia, assistente virtual da Decolar, que vem ampliando sua atuação ao longo da jornada do viajante.
Um dos exemplos apresentados foi a primeira venda 100% agêntica da empresa, realizada pela Sofia. A tecnologia foi capaz de pesquisar opções, fazer recomendações e conduzir as etapas da compra.
Para a executiva, entretanto, a tecnologia não deve ser tratada como um objetivo em si, mas como uma ferramenta para resolver problemas concretos.
“A IA é meio, não fim. O grande objetivo era reduzir, salvar tempo do consumidor e garantir mais segurança no processo de compra”, afirmou.
Rafaela também destacou uma particularidade do Turismo em relação a outros setores: a forte carga emocional envolvida na compra de uma viagem. Por isso, segundo ela, tecnologia e automação precisam estar associadas à capacidade de acolher o viajante, especialmente quando surgem problemas durante a jornada.



