Relatório da Web Summit alerta para retrocessos na equidade de gênero em tecnologia
O Web Summit, principal evento global de tecnologia, divulgou os resultados de seu State of Gender in Tech Report 2025,

- Um novo relatório da Web Summit revela preocupações crescentes com a equidade de gênero na tecnologia, mesmo com mulheres mais confiantes em assumir posições de liderança e enxergando a IA e automação como ferramentas para reduzir desigualdades.
- Apesar disso, sexismo, viés e culturas de “boys’ club” permanecem barreiras, e quase 60% das participantes relatam que o equilíbrio de gênero piorou no último ano.
- O estudo também mostra avanços em pagamento justo e aumento do protagonismo feminino em startups e eventos.
O Web Summit, principal evento global de tecnologia, divulgou os resultados de seu State of Gender in Tech Report 2025, mostrando que, apesar de avanços, barreiras históricas e novas pressões políticas e tecnológicas continuam impactando a participação feminina na área de tecnologia.
O estudo indica que quase 60% das mulheres acreditam que o equilíbrio de gênero na tecnologia piorou no último ano, frente a 48% em 2024, enquanto mais da metade (56%) afirma que mudanças geopolíticas recentes estão prejudicando a equidade de gênero.
A pesquisa também evidencia a dupla face da inteligência artificial (IA): 77% das mulheres usam IA diariamente, e 75% veem seu potencial para promover inclusão, mas uma em cada quatro teme que a tecnologia possa reforçar preconceitos existentes.
Questões de equilíbrio entre vida pessoal e carreira permanecem críticas: 56% das participantes afirmam que ainda precisam escolher entre sucesso profissional e vida familiar, frente a 49% no ano passado. A IA surge como um recurso para ganhar tempo e aliviar essa pressão.
“A IA me permite economizar tempo, tornando o equilíbrio entre a vida familiar e o trabalho menos complicado”, relatou uma das participantes.
O sexismo persiste: 49% das mulheres em tecnologia relataram ter enfrentado preconceito no trabalho, número apenas ligeiramente inferior ao de 2024 (51%). Além disso, 82% sentem que precisam superar os homens para serem levadas a sério, frente a 76% no ano anterior.



