Passagens aéreas sobem 23% em 2026, enquanto ônibus avançam 6,3%, aponta ClickBus
Índice da ClickBus mostra que passagens aéreas subiram 23,1% em 2026, enquanto tarifas de ônibus avançaram 6,3%, reforçando a competitividade do modal rodoviário.

O preço das passagens aéreas continua avançando em ritmo muito superior ao das passagens rodoviárias no Brasil. É o que revela o Índice do Rodoviário ClickBus (IRCB), elaborado em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). No acumulado de janeiro a junho de 2026, as tarifas de ônibus registraram alta de 6,3% em relação ao mesmo período de 2025, enquanto as passagens aéreas subiram 23,1%, segundo dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
Na comparação entre junho de 2026 e junho de 2025, a diferença é ainda mais expressiva. As passagens rodoviárias tiveram aumento de 7%, enquanto as aéreas avançaram 52,4%. Na prática, a variação das tarifas de avião foi 7,5 vezes superior à observada no transporte rodoviário no intervalo de um ano.
O levantamento também mostra que essa diferença não é pontual. Desde o início da série histórica do IRCB, em dezembro de 2017, as passagens de ônibus acumulam alta de 59,8%, abaixo do avanço de 80,9% registrado pelas passagens aéreas no mesmo período. Além disso, o reajuste das tarifas rodoviárias permanece mais próximo da inflação geral do país.
Viagens interestaduais lideram alta nas tarifas
Entre os diferentes tipos de viagens, o transporte interestadual apresentou a maior variação no primeiro semestre, com alta de 7,6%, acima do segmento intermunicipal, que registrou aumento de 5,9%.
O mesmo comportamento foi observado no acumulado de 12 meses: as passagens interestaduais subiram 6,2%, enquanto as intermunicipais avançaram 5,7%.
Categoria cama registra maior aumento no semestre
Na análise por categoria de serviço, as tarifas da classe Cama tiveram o maior reajuste entre janeiro e junho de 2026, com alta de 8,8%.
Na sequência aparecem:
Convencional: +6,9%;
Semileito: +6,2%;
Leito: +6%;
Executivo: +4,4%, menor variação do período.




