Drones, energia nuclear e podcasts: as apostas de Scott Galloway para o futuro da tecnologia
Professor da Universidade de Nova York destaca também o fortalecimento da Meta, a ascensão do YouTube e o impacto da

Professor da Universidade de Nova York destaca também o fortalecimento da Meta, a ascensão do YouTube e o impacto da IA como pilares do futuro tecnológico
Todo início de ano é marcado pela divulgação de listas e estudos de tendências. Entre as mais aguardadas, está a do professor Scott Galloway, da Universidade de Nova York, que anualmente reúne suas previsões sobre o futuro da tecnologia. Apesar de reconhecer que prever o futuro é um exercício de risco, Galloway acredita que essas análises ajudam a nortear discussões e decisões de investimento.
Em sua lista de 2025, ele destaca a força da inteligência artificial, o domínio da Meta e o protagonismo do YouTube. Confira:
O duopólio da IA: OpenAI e Nvidia no topo
Desde o lançamento do ChatGPT, em 2022, a inteligência artificial transformou o mercado. “As seis grandes empresas de tecnologia — Alphabet, Amazon, Apple, Meta, Microsoft e Nvidia — viram um aumento de US$ 8,2 trilhões em suas avaliações de mercado”, aponta Galloway.
Ele destaca o sucesso da OpenAI, que dobrou sua receita anualizada para US$ 3,4 bilhões, e da Nvidia, que quadruplicou sua receita anual, alcançando US$ 96 bilhões em 2023.
“Nos últimos 12 meses, a Nvidia relatou US$ 96 bilhões em receita — 4x seu total de 2022. Analiso pesquisas revisadas por pares para avaliar se uma tecnologia é duradoura: os chips da Nvidia são citados em 19x mais pesquisas do que os de seus concorrentes combinados”, comenta Galloway em seu artigo.
Meta como líder em IA
Para Galloway, nenhuma empresa está mais bem posicionada no setor de IA do que a Meta. Com acesso a dados exclusivos de bilhões de usuários, ela supera até gigantes como Google e Reddit nesse quesito.
“Nove em cada 10 usuários da internet (excluindo a China) são ativos nas plataformas Meta. A empresa tem acesso a mais dados exclusivos de linguagem humana, ou seja, dados brutos de treinamento, do que o Google Search, Reddit, Wikipedia e X combinados”, disse o professor.
Além disso, a aquisição de GPUs Nvidia Hopper reforça sua capacidade de liderar avanços tecnológicos no setor.
Novos rumos: SaaS, energia nuclear e drones
Entre as tendências emergentes, o professor destaca o crescimento do Software as a Service (SaaS), com aplicativos de IA que automatizam funções como atendimento ao cliente e contabilidade.
Para Galloway, os próximos a se destacarem serão as empresas que capitalizarem o serviço como software, ou seja, pegando serviços intensivos em humanos e colocando uma camada espessa de IA em cima para escalar com menos trabalho.
“Esta é uma maneira elegante de dizer que haverá mais aplicativos de IA voltados para o consumidor”, comentou.
Já a energia nuclear surge como resposta à alta demanda de energia da IA. Enquanto uma consulta no ChatGPT consome 10 vezes mais energia que uma busca no Google.
Embora energia eólica e solar sejam úteis, não possuem a escala e a confiabilidade da energia nuclear, destaca o professor. Um único reator nuclear pode produzir o mesmo que 800 turbinas eólicas ou 8,5 milhões de painéis solares, além de ser responsável por 48% da energia limpa nos EUA. Apesar da má reputação, a energia nuclear é eficiente, sustentável e gera menos resíduos do que outras fontes, defende Galloway.
O professor ressalta que os drones, amplamente usados no conflito da Ucrânia, prometem revolucionar setores como logística e agricultura.
Drones oferecem vigilância constante e ataques precisos a custos ínfimos. Um exemplo é o impacto econômico: drones de apenas US$ 400 podem destruir tanques de US$ 4 milhões, gerando um retorno de 100.000%, ele diz.
“Tecnologias como impressão 3D, IA e microcâmeras convergiram para tornar os drones ferramentas indispensáveis”.
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