Turismo internacional gera receita recorde de US$ 8,3 bilhões para o Brasil até setembro de 2026
Dados mostram crescimento de 9,1% nas receitas do turismo internacional no Brasil. Em setembro, visitantes estrangeiros gastaram US$ 904,7 milhões.
O turismo internacional gerou US$ 8,3 bilhões ao Brasil entre janeiro e setembro de 2026, o maior valor já registrado para o período, com crescimento de 9,1% sobre o mesmo intervalo de 2025, segundo o Banco Central.
O turismo internacional encerrou setembro de 2026 com a maior receita acumulada da história para os primeiros nove meses do ano: US$ 8,3 bilhões, segundo o Banco Central.
O resultado supera em 9,1% os US$ 7,6 bilhões registrados no mesmo período de 2025 e consolida o setor como uma das principais fontes de divisas para a economia brasileira, movimentando hospedagem, alimentação, transporte, comércio e serviços turísticos.
O desempenho mensal também foi recorde. Em setembro, visitantes estrangeiros deixaram US$ 904,7 milhões na economia do país, crescimento de 8,33% sobre os US$ 835 milhões do mesmo mês do ano anterior.
O volume de chegadas acompanhou o ritmo: mais de 7 milhões de estrangeiros desembarcaram no Brasil nos nove meses, segundo maior resultado histórico para o período. O transporte aéreo atingiu seu melhor patamar da série histórica, com 4,9 milhões de chegadas, alta de 9,7% sobre 2025.
Novos mercados impulsionam diversificação
Dos 23 mercados estratégicos monitorados pelo Plano Brasis (Plano Internacional de Marketing Turístico 2025-2027), 20 registraram crescimento nas chegadas. A China se destaca com alta de 78% no acumulado do ano e 106% somente em setembro, quando 22.496 visitantes chineses chegaram ao Brasil. Colômbia (+25,5%), México (+22,8%), Peru (+16,6%) e Canadá (+13,5%) também bateram seus melhores resultados históricos.
"São US$ 8,3 bilhões que entram na nossa economia e movimentam uma cadeia que vai de hotéis, restaurantes, passeios e comércio. O que estamos vendo com esses resultados é que o gasto médio do turista cresceu a partir da diversificação de mercados que passamos a atrair por meio do Plano Brasis", afirma Bruno Reis, presidente da Embratur.
Nordeste e interior do país ganham protagonismo
A expansão geográfica é outro destaque. O Nordeste registrou crescimento de 27,1% nas chegadas internacionais, o maior entre as regiões brasileiras, enquanto o Sudeste avançou 7,7%. No transporte aéreo, os destaques foram Rio Grande do Norte (+124,6%), Alagoas (+88,1%), Pernambuco (+65,2%), Paraíba (+49,8%) e Ceará (+23,2%).
Qual foi a receita do turismo internacional no Brasil entre janeiro e setembro de 2026?+
US$ 8,3 bilhões, o maior valor registrado para os primeiros nove meses do ano, segundo o Banco Central. O resultado representa crescimento de 9,1% sobre o mesmo período de 2025.
Quanto os turistas estrangeiros gastaram no Brasil somente em setembro de 2026?+
US$ 904,7 milhões, alta de 8,33% em relação aos US$ 835 milhões registrados em setembro de 2025, também recorde para o mês.
Quais mercados emissores mais cresceram nas chegadas ao Brasil no período?+
A China liderou com alta de 78% no acumulado do ano e 106% em setembro. Colômbia (+25,5%), México (+22,8%), Peru (+16,6%) e Canadá (+13,5%) também bateram recordes históricos.
Qual região do Brasil mais cresceu em chegadas de turistas internacionais?+
O Nordeste registrou o maior avanço regional, com crescimento de 27,1% nas chegadas internacionais. No transporte aéreo, Rio Grande do Norte (+124,6%) e Alagoas (+88,1%) foram os destaques.
O que é o Plano Brasis e qual seu papel nesses resultados?+
O Plano Brasis é o Plano Internacional de Marketing Turístico 2025-2027 da Embratur. Ele monitora 23 mercados estratégicos e orienta ações de promoção do Brasil no exterior, sendo apontado pela Embratur como fator central na diversificação de mercados e no aumento do gasto médio por visitante.
Quantos turistas estrangeiros chegaram ao Brasil nos primeiros nove meses de 2026?+
Mais de 7 milhões, o segundo maior resultado histórico para o período. O transporte aéreo isoladamente alcançou 4,9 milhões de chegadas, o maior patamar da série histórica, com crescimento de 9,7% sobre 2025.
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